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Linguagem Simples e Comunicação Cidadã
O que nos movimenta?
No LabCD, entendemos que a comunicação é um direito de todas as pessoas e uma ferramenta para democratizar o acesso às políticas públicas e a participação social.
Oficinas realizadas
Cartilhas construidas
Pessoas impactadas
Regiões do Brasil nas quais realizamos oficinas
No LabCD, a comunicação é uma dimensão fundamental para o funcionamento da democracia. É por meio dela que conhecemos nossos direitos, acessamos serviços públicos e participamos da vida social. Informações como editais de vestibular, programas governamentais ou políticas públicas só se tornam efetivas quando são compreendidas pelas pessoas a quem se destinam. Ao mesmo tempo, a comunicação também é uma ferramenta de expressão: é por meio de textos, apresentações e conteúdos digitais que articulamos ideias, disputamos narrativas e acessamos oportunidades acadêmicas e profissionais.
No entanto, o exercício do direito à comunicação e à informação ainda enfrenta barreiras significativas no Brasil. Grande parte das instituições públicas utiliza uma linguagem excessivamente técnica, formal e distante do cotidiano da população, o que dificulta a compreensão e o uso das informações. Esse cenário se agrava quando consideramos as desigualdades de letramento: apenas 10% da população possui nível proficiente (Inaf, 2024), isto é, consegue interpretar textos complexos, analisar informações quantitativas, identificar sentidos implícitos e produzir argumentos de forma estruturada.
Essas barreiras têm efeitos concretos: limitam o acesso a direitos, restringem a participação social e ampliam desigualdades. Dados levantados pelo Laboratório de Cultura Digital (LabCD), em 2024, indicam que 56% das pessoas consultadas relatam dificuldades na produção de textos escritos, evidenciando que os desafios não se restringem à leitura, mas também envolvem a expressão e a circulação de informações.
Diante desse contexto, a Linguagem Simples se apresenta como uma estratégia fundamental para promover o acesso à informação. Trata-se de uma abordagem que busca tornar a comunicação direta e adequada ao público, considerando seu vocabulário, seus conhecimentos prévios e suas necessidades concretas. Mais do que “simplificar” no sentido de reduzir conteúdos, a Linguagem Simples organiza e apresenta a informação de forma compreensível, útil e acionável, permitindo que as pessoas encontrem, entendam e utilizem o que foi comunicado.
No LabCD, articulamos a Linguagem Simples com uma perspectiva de Comunicação Cidadã e Popular. Isso significa compreender a comunicação como um direito e como um processo coletivo, que deve dialogar com os saberes, as experiências e as linguagens dos diferentes grupos sociais. Em vez de impor um padrão único, buscamos construir estratégias comunicacionais situadas, sensíveis às diversidades culturais, territoriais e linguísticas, reconhecendo a língua como uma prática viva e em constante transformação.
Nossas ações se concentram no desenvolvimento de competências essenciais para a comunicação contemporânea, como leitura, escrita, comunicação digital, divulgação científica e simplificação de documentos técnicos. Realizamos oficinas voltadas a agentes culturais, estudantes, pesquisadores e organizações sociais, com foco na aplicação prática dessas competências em contextos como escrita de projetos, produção acadêmica e comunicação em redes sociais. Também ofertamos formações para gestores e técnicos, com o objetivo de qualificar a comunicação institucional de maneira acessível.
Além disso, desenvolvemos materiais de apoio em comunicação acessível, como guias, cartilhas, perguntas frequentes (FAQs) e editais simplificados. Entre nossas iniciativas estão as oficinas “Beabá dos Projetos Culturais” e a formação completa “Comunicação Cidadã e Linguagem Simples: ferramentas e práticas”, estruturada em 10 módulos e adaptada às demandas de comunicação de diferentes públicos.
Nossa metodologia é orientada por princípios da comunicação popular e por práticas baseadas em evidências. Partimos do mapeamento do perfil sociolinguístico dos públicos com os quais trabalhamos — considerando fatores como escolaridade, repertórios linguísticos, dificuldades de letramento e demandas específicas — e da análise de práticas de comunicação em diferentes contextos institucionais e sociais. Com base nesses dados, desenvolvemos soluções formativas e materiais adaptados às realidades locais.
Após a implementação das ações, realizamos processos de avaliação que nos permitem medir a eficácia das estratégias adotadas e aprimorar continuamente nossas metodologias. Dessa forma, buscamos não apenas tornar a comunicação mais acessível, mas também fortalecer a autonomia dos sujeitos na produção e circulação de informações, contribuindo para uma participação social mais ampla e qualificada.
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