Eleições e plataformas digitais: a suposta oposição entre liberdade de expressão e transparência na moderação de conteúdos
As eleições colocam em evidência a disputa entre as empresas de plataformas digitais e autoridades eleitorais em torno da transparência sobre a moderação de contas e conteúdos. Com base na economia política de dados, o objetivo do presente artigo é compreender como esses atores atuam nesta disputa, seja de forma isolada ou coordenada, para avançar ou recuar na transparência sobre moderação de contas e conteúdos, tensionando ou instrumentalizando as noções de regulação e liberdades. Através da análise de documentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de empresas de plataformas digitais, demonstramos como as eleições brasileiras de 2024 representaram um recuo na forma de cooperação das empresas com o TSE e a escalada de conceito. Como considerações finais, destacam-se a urgência em regular meios de transparência e de responsabilização das plataformas digitais
ÁREA
Desenho de Políticas Públicas
PALAVRAS-CHAVE
Economia política; plataformas digitais; governança da internet; moderação de
conteúdo.
AUTORIA
Rachel Callai Bragatto e Alexandre Arns Gonzales
BRAGATTO, Rachel Callai; GONZALES, Alexandre Arns. Eleições e plataformas digitais: a suposta oposição entre
liberdade de expressão e transparência na moderação de conteúdos. Contracampo, Niterói, v. 44, n. 2, maio/
ago. 2025.